No Dia Mundial da Psoríase, celebrado nesta terça-feira (29/10), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) reforçou a necessidade do diagnóstico e do tratamento contínuo da doença, cujo atendimento especializado é realizado na Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), referência em dermatologia no estado. A data, instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), visa conscientizar a população sobre essa condição de saúde.
Entre janeiro e junho deste ano, 241 pessoas foram diagnosticadas com psoríase no Amazonas. Em 2023, o estado registrou 490 novos casos ao longo de todo o ano. A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou a importância da conscientização: “A psoríase não é contagiosa, e é fundamental que os pacientes mantenham suas atividades normais e continuem o tratamento, mesmo nos períodos de remissão.”
A dermatologista Mônica Santos, da Fuham, explicou que a psoríase é uma doença de origem genética, desencadeada por fatores como o estresse emocional. Caracteriza-se por lesões avermelhadas na pele, com descamação esbranquiçada, que podem afetar diversas partes do corpo, incluindo cotovelos, joelhos e o couro cabeludo.
O tratamento varia conforme a gravidade dos casos, indo desde medicamentos tópicos até fototerapia, disponível exclusivamente na Fuham. Os medicamentos, de alto custo, são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição oferece ainda acompanhamento multidisciplinar com psicólogos, farmacêuticos e assistentes sociais.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 3% da população mundial, aproximadamente 125 milhões de pessoas, convivem com os sintomas da psoríase. No Brasil, o número de afetados chega a 5 milhões.










