Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:26:19

SERIAL KILLER: Laudo do IML atesta que psicólogo acusado de matar 17 felinos é consciente de seus atos

psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho

O processo que apura a morte e tortura de pelo menos 17 gatos no Distrito Federal deu um passo crucial nesta semana. Um laudo oficial do Instituto de Medicina Legal (IML/DF) concluiu que o psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, principal acusado pelos crimes, não sofre de insanidade mental. O documento atesta que o investigado tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito de suas ações.

O histórico do horror

O caso chocou o país em março de 2025, quando protetoras de animais denunciaram o psicólogo à Polícia Civil. Segundo as investigações, Stuart adotava os animais para, em seguida, submetê-los a sessões de tortura que resultavam em mortes cruéis. O “modus operandi” do acusado mobilizou entidades de defesa animal e resultou em sua prisão preventiva no fim de março do ano passado.

Livre, mas sob julgamento

Após passar sete meses atrás das grades, Stuart foi colocado em liberdade em outubro de 2025. Desde então, a defesa vinha tentando sustentar a tese de que perturbações mentais poderiam atenuar ou excluir sua responsabilidade criminal. No entanto, os peritos do IML foram enfáticos: embora apresente questões de saúde mental, ele possui total discernimento e capacidade de autodeterminação.

Fase final

Com o laudo em mãos, o processo que corre na 1ª instância avança para as alegações finais, a última etapa antes da sentença do juiz. A acusação reforça que Stuart agia com consciência e requinte de crueldade.

Em nota, a defesa do psicólogo afirmou que acredita na inocência de seu cliente e que os elementos dos autos serão analisados de forma técnica e criteriosa nesta fase final, buscando demonstrar que o acusado não cometeu os crimes imputados.

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