O último levantamento do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa revelou que mais da metade da população do Amazonas enfrenta dificuldades financeiras, com 51,54% dos consumidores do estado registrando alguma forma de pendência econômica.
Mesmo com o cenário preocupante, após dois meses de alta, caiu o número de amazonenses inadimplentes.
O Amazonas ocupa a 5ª colocação entre os estados com maior número de inadimplentes.
A população inadimplente no Amazonas atingiu 1.543.741 pessoas em maio. O valor médio das dívidas por indivíduo alcança R$ 4.731,73, refletindo a gravidade do endividamento entre os amazonenses.
Os setores mais afetados pela inadimplência no estado são liderados pelo varejo, responsável por 27,27% das dívidas, seguido pelos bancos e cartões, com 25,78%. As contas de utilities, que incluem água, luz e gás, representam 14,50%, enquanto o setor financeiro contribui com 14,31% do total de pendências.
O segmento de bancos e os cartões de crédito segue como principal motivador do endividamento, mas ambos também perderam força e contabilizaram quedas percentuais no ranking de motivos. Atualmente, o segmento tem 29,07% na divisão do bolo, uma queda de 1,87 ponto percentual em relação ao mês anterior.
As contas básicas de água, luz e gás natural têm 22,13% entre as causas das dívidas. O segmento de serviços, por sua vez, foi o que mais cresceu em maio, e hoje representa 11,86% das causas de dívidas – uma alta de 3,42 pontos percentuais em relação ao indicador do mês anterior. Também conhecido como setor terciário, o setor de serviços agrega atividades de prestação de todos e quaisquer tipos de serviços variados, incluindo atendimento ao consumidor, transporte, limpeza, administração, entre outros.
No contexto nacional, o Brasil conta com 72,5 milhões de brasileiros inadimplentes.
O volume total de dívidas dos brasileiros caiu. Comparado aos indicadores de abril, o mês de maio registrou uma queda de 1,3 milhão de débitos. Ao todo, são 273 milhões de dívidas, que somadas alcançam a cifra de R$ 394 bilhões.





