Ao contratar um financiamento imobiliário, a taxa de juros é, sem dúvida, o principal fator a ser considerado, mas há outro custo significativo que deve ser levado em conta: os seguros obrigatórios. Estes seguros — Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI) — são exigidos por todas as instituições financeiras e podem representar uma parcela substancial do valor total pago ao longo do financiamento, chegando a até 20% do total.
Como os Seguros Impactam o Valor Final
O seguro MIP, que cobre a quitação do financiamento em caso de morte ou invalidez do tomador, varia de acordo com a idade e o risco percebido pela seguradora. Isso significa que, dependendo da faixa etária, o impacto do seguro pode ser considerável. Para um cliente de 60 anos, por exemplo, que financia R$ 500 mil, a Caixa Econômica Federal — com a taxa de juros mais baixa no mercado (10% ao ano) — terá um custo de R$ 215.979,11 com seguros ao longo de 20 anos, representando 17,97% do valor total pago. Já no Itaú, com taxa de 11% ao ano, o valor total pago será R$ 1.235.995,63, mas com seguros de R$ 209.634,58 (16,96% do total).
Por outro lado, para um tomador de 30 anos, o impacto dos seguros é bem menor. Em um financiamento de R$ 500 mil com a mesma taxa de juros de 10% ao ano, o custo dos seguros será de R$ 59.427,43, representando apenas 4,61% do valor total.
A Influência da Idade e do Tipo de Tabela
A idade do tomador também influencia diretamente no valor do seguro MIP, já que ele é calculado com base no saldo devedor e no risco de morte ou invalidez. Pessoas mais velhas pagam mais por esse seguro devido ao maior risco percebido pelas seguradoras.
Além disso, a escolha entre a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) e a tabela Price também afeta o valor dos seguros. Na tabela SAC, as parcelas começam mais altas, mas diminuem ao longo dos anos.







