O estado de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (8), a quinta morte causada por intoxicação após o consumo de bebida alcoólica “batizada” com metanol, substância altamente tóxica e proibida para uso em alimentos e bebidas. Os dados constam no boletim oficial da Secretaria de Estado da Saúde.
As vítimas confirmadas até o momento são:
Homem, 54 anos – morador da capital;
Homem, 46 anos – morador da capital;
Homem, 45 anos – morador da capital;
Mulher, 30 anos – moradora de São Bernardo do Campo;
Homem, 23 anos – morador de Osasco.
As duas últimas mortes, que elevaram o número total para cinco, aconteceram nos dias 25 e 28 de setembro, mas só agora foram oficialmente confirmadas como consequência de intoxicação por metanol. Os nomes dos homens de 45 e 23 anos não foram divulgados.
Entre as vítimas está Bruna Araújo, de 30 anos, que morreu na terça-feira (7), após dias internada. Segundo familiares, ela teria consumido suco de pêssego com vodca antes de apresentar sintomas de intoxicação. O caso gerou comoção nas redes sociais.
Situação atual no estado
Além das cinco mortes confirmadas, o governo estadual também investiga outros 181 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Já foram descartados 111 casos, enquanto 20 pessoas tiveram a contaminação confirmada, mas sobreviveram.
As autoridades de saúde alertam que o consumo de bebidas de origem duvidosa, especialmente as vendidas de forma clandestina ou sem registro da Anvisa, representa risco grave à saúde. O metanol é um tipo de álcool utilizado em combustíveis e solventes, não podendo ser ingerido em hipótese alguma.
Sintomas de intoxicação por metanol incluem:
Náuseas e vômitos;
Dores abdominais;
Tontura e confusão mental;
Perda da visão;
Dificuldade respiratória; e
Convulsões e, em casos graves, coma ou morte.
O governo de São Paulo reforça a importância de denunciar estabelecimentos que comercializem bebidas suspeitas e orienta que a população sempre verifique o selo de procedência e evite produtos sem rótulo ou com preço muito abaixo do mercado.





