Um caso de violência doméstica resultou em um tiroteio entre um sargento do exército e a polícia militar, na manhã de domingo (9), dentro de um apartamento na avenida Leonardo Malcher, Centro de Manaus.
A troca de tiros ocasionou a morte do sargento do exército, identificado como Diego Azevedo Fernandes de Souza, de 33 anos, e do policial militar (PM) José Antônio.
De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, a confusão teve início após Diego agredir sua companheira, Thaís Helena, que conseguiu fugir da casa junto com as filhas e se abrigou em uma unidade de ensino que fica ao lado do prédio residencial. No local, ela acionou a presença da Polícia Militar.
A mulher de Diego e mãe das crianças foi quem acionou a polícia porque o marido tinha lhe agredido e estava alterado em casa com uma arma lhe ameaçando.
De acordo com o delegado Daniel Verzani, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), as filhas do casal foram retiradas do local. “Essas duas crianças, uma policial militar teria tirado na hora dos tiroteios, e teria as protegido”, disse o delegado.
Quando os policiais chegaram no local tiveram uma conversa inicial e em seguida, mais duas viaturas foram acionadas. Assim que a primeira equipe chegou ao local, o sargento do exército começou a atirar contra os agentes, e durante o tiroteio, acabou matando o PM José Antônio. O 1º sargento da PM Weldman foi baleado na região posterior da perna direita e o soldado da PM José Antônio foi atingido na cabeça e morreu no hospital. A equipe revidou e matou Diego dentro do apartamento.

Informações preliminares apontam que Diego era instrutor de tiros, servindo no 1º BIS, e que em sua casa foram encontradas diversas armas de fogo. O Comando Militar da Amazônia (CMA) ainda não se manifestou.
Nas redes sociais, a corporação lamentou a morte do policial militar, enfatizando que José Antônio deixa mulher e filhos após a tragédia, o PM era novato na corporação.

Conforme informações do delegado, a mulher do sargento estaria machucada, já que foi agredida pelo sargento, e foi encaminhada para exames de corpo de delito.
A arma usada pelo sargento foi recolhida pela Polícia do Exército, que estava no local. O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).






