No Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção ao suicídio e à valorização da vida, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), reforça a importância da conscientização e das políticas públicas voltadas à saúde mental.
Diante dos dados alarmantes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam mais de 700 mil mortes por suicídio por ano no mundo, o parlamentar destacou a necessidade de diálogo, informação e acolhimento como formas de combater o problema.
“Precisamos difundir informação, garantir acesso ao diagnóstico e ao tratamento de doenças emocionais. É preciso desmistificar a depressão. Depressão não é vitimismo, frescura ou falta de Deus. Depressão é uma doença e, como toda doença, precisa ser tratada”, afirmou o deputado.
Leis voltadas à saúde mental
Roberto Cidade também lembrou que diversas leis de sua autoria têm como foco a prevenção ao suicídio e o fortalecimento da saúde mental no estado. Entre elas estão:
- Lei nº 4.876/2019: Cria a Política de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome da Depressão na Rede Pública de Saúde;
- Lei nº 6.007/2022: Institui a Semana Estadual de Conscientização sobre a Depressão Infanto-Juvenil;
- Lei nº 6.527/2023: Prevê estratégias para promoção da saúde mental nas instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas;
- Lei nº 6.775/2024: Autoriza a criação de um programa educativo para prevenir o uso nocivo de mídias sociais e jogos eletrônicos que induzam crianças e adolescentes à violência, automutilação ou suicídio.
“As leis que propusemos são ferramentas importantes para proteger nossas crianças, jovens e adultos de sofrimentos silenciosos. O Setembro Amarelo tem esse propósito: incentivar a vigilância, o diálogo e as iniciativas que auxiliem nos momentos de angústia e sofrimento”, reforçou o presidente da Aleam.
Estatísticas preocupantes
No Brasil, quase 14 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos, o equivalente a uma média de 38 mortes por dia. Segundo a OMS, a maioria desses casos está ligada a transtornos mentais que, muitas vezes, não são diagnosticados ou tratados de maneira adequada.
Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte, atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde revelam um aumento preocupante: entre 2016 e 2021, as taxas de mortalidade cresceram 49,3% entre adolescentes de 15 a 19 anos e 45% entre crianças de 10 a 14 anos.
A diferença entre os gêneros também chama atenção: no Brasil, são 12,6 mortes por 100 mil homens, contra 5,4 por 100 mil mulheres.
Cuidados e como buscar ajuda
Para preservar a saúde mental, especialistas recomendam medidas simples e acessíveis, como a prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, sono de qualidade e, principalmente, procurar apoio profissional sempre que necessário.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito por meio da Rede de Atenção Psicossocial, que inclui Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192), em casos emergenciais.
Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma das principais referências no apoio emocional. O atendimento é sigiloso, gratuito e funciona 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo chat no site www.cvv.org.br/chat.










