Com o intuito de sensibilizar as pessoas sobre a relevância da conservação de monumentos visando à manutenção da história e da memória coletiva, assim como ao estímulo da economia local, o deputado Roberto Cidade (UB), que exerce a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), destaca a significância das leis que ele propôs, as quais conferem status de patrimônios históricos a edifícios que personificam a identidade cultural do Amazonas.
Dentre as construções inclusas, destaca-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, localizada em Manicoré (a uma distância de 332,08 quilômetros de Manaus). A mencionada paróquia foi oficialmente considerada como Patrimônio Material, Histórico e Cultural do Amazonas, a partir da aprovação da Lei nº 6.262.
“O edifício da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, situado no coração de Manicoré, detém um valor considerável para o Amazonas, especialmente para a comunidade local. O espaço abriga uma festividade religiosa magnífica, de importância significativa para os habitantes e que também estimula a economia do município”, afirmou.
Esse reconhecimento visa incentivar as futuras gerações a adotarem uma postura protetora em relação aos seus patrimônios históricos, bem como ao legado cultural que desempenhou um papel crucial na fundação do município. “Ao reconhecer e salvaguardar um patrimônio de tamanha importância para a nossa cultura, estamos efetivamente preservando a própria narrativa histórica do estado do Amazonas”, acrescentou.
A estátua (Lei n° 4.987/2019) e a Basílica de Santo Antônio de Borba (Lei n° 5.011/2019), situada em Borba (a uma distância de 150.38 quilômetros de Manaus), bem como a Catedral de Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Lei nº 5.026/2019), localizada em Humaitá (a uma distância de 591.33 quilômetros de Manaus), também tiveram o seu status de patrimônios históricos do Amazonas oficialmente concedidos graças às proposições de Cidade.
Conforme Cidade, a preservação tanto dos patrimônios materiais quanto dos imateriais contribui para a construção de uma cultura que se estende por diferentes esferas, como educação, sociedade, simbolismo e economia. “Isso representa uma maneira de enaltecer a cultura e a história do Amazonas, além de fortalecer a chamada Economia da Cultura, um domínio que realça o valor dos elementos culturais nas políticas públicas, promovendo o turismo, a economia local e a região onde o patrimônio está situado”, expressou.
Patrimônio histórico
O conceito de patrimônio material, histórico e cultural abrange o conjunto de elementos físicos e tangíveis que possuem uma importância histórica na formação cultural da sociedade. A conservação desses elementos é de interesse público, seja devido à sua ligação com eventos memoráveis da história ou devido ao seu valor excecional do ponto de vista arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico.
Dentro desse contexto, podem ser considerados bens materiais obras de arte, como pinturas e monumentos, assim como cidades, edifícios e conjuntos arquitetônicos, igrejas, parques naturais e sítios arqueológicos. Tudo aquilo que possui uma presença material e detém algum valor histórico e cultural é digno de preservação e memória.
Ao ser oficialmente reconhecido por meio de legislação, o patrimônio passa a ser protegido e perpetuado, não podendo ser removido ou destruído.









