O Rio Negro, em Manaus, está prestes a alcançar o nível mais baixo já registrado, em meio à severa crise climática que afeta o Estado. Nesta quinta-feira (03),a Defesa Civil do Amazonas, registrou a cota de 12,77 metros, apenas 7 centímetros acima do recorde histórico de 12,70 metros, atingido no ano passado.
A previsão é que a seca de 2024 supere a de 2023, estabelecendo um novo recorde de descida. O cenário agrava as condições de abastecimento e navegabilidade na região, impactando diretamente as comunidades ribeirinhas e o ecossistema local.
O Rio Negro, o maior em extensão na bacia amazônica, com 2.250 quilômetros, é um dos maiores rios do mundo em volume de água. Em trechos mais profundos, sua profundidade pode chegar a 90 metros, mas a crise hídrica tem reduzido drasticamente seu volume, evidenciando os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia.
As autoridades monitoram a situação de perto, e a expectativa é que as próximas semanas sejam críticas para o nível do rio e para a população afetada pela estiagem severa.





