O Porto da capital, que monitora o ritmo de descida das águas, divulgou dados que afirmam que o Rio Negro desceu 27 centímetros nos primeiros dez dias de julho, em Manaus. Nesta quinta-feira (11), o nível do rio está em 26,49 metros.
A previsão de que, em 2024, o Amazonas tenha uma seca severa nos mesmos moldes ou até pior do que o estado viveu no ano passado. Durante a estiagem severa, o Rio Negro alcançou o nível mais baixo dos últimos 121 anos.
O problema colocou Manaus em emergência, fechou escolas da zona rural e mudou a paisagem de importantes pontos turísticos da capital.
A situação fez com que o Governo do
Amazonas decretasse estado de emergência em 20 municípios por conta da seca dos rios. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado de quarta-feira (10).
Desde então, o Rio Negro mantinha um ritmo lento, mas constante de subida. No entanto, desde 17 de junho, o rio parou de encher e passou seis dias em estabilidade. No dia 23, porém, as águas começaram a descer. Só nos dez primeiros dez dias de julho, foram 27 centímetros de vazante, uma média de 2,7 centímetros por dia.
O cenário é simular nas cidades do interior. Em Coari, a situação é mais crítica. Desde o dia 2 até a quarta, o Solimões já vazou 47 centímetros e segue em ritmo acelerado de descida.





