A promessa de uma “resposta adequada” dos Estados Unidos à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ganhar novos contornos justamente durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, marcada para esta semana.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aliado de Donald Trump, afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro não passaria despercebida e que haverá medidas de reação por parte de Washington. Embora ainda não haja confirmação oficial de quando e como essa resposta será apresentada, a coincidência com a agenda internacional de Lula levanta especulações sobre possíveis pressões diplomáticas.
O governo brasileiro reagiu com firmeza. Em nota, o Itamaraty declarou que a democracia e a soberania do Brasil “não serão intimidadas por ameaças externas” e reforçou que a condenação seguiu rigorosamente os trâmites constitucionais.
Lula também se manifestou em artigo publicado no jornal The New York Times, no qual afirmou que a democracia brasileira “não está à venda nem em negociação”, criticou as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e defendeu que as instituições do país agiram de forma legítima.
A viagem de Lula aos EUA, portanto, pode ser marcada por uma nova rodada de tensões diplomáticas em meio ao já delicado cenário de relações entre os dois países.








