A representatividade feminina na Câmara Municipal de Manaus sofrerá uma queda significativa a partir de 2025. Apenas três mulheres foram eleitas nas eleições de 2024: Professora Jacqueline (União), Thaysa Lippy (PRD) e Yomara Lins (Podemos), todas já integrantes da bancada feminina anterior. A vereadora Glória Carratte (PSB), que compunha essa bancada, não conseguiu se reeleger, deixando o quadro de representantes femininas reduzido a um número que não se via desde o pleito de 1996.
Naquela ocasião, apenas três mulheres foram eleitas: Rosaline Pinheiro (PPB), Aninha Nascimento (PTB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB). Desde então, a presença feminina na CMM variou entre quatro e seis vereadoras, oscilando de maneira irregular. Nos pleitos de 2016 e 2020, por exemplo, quatro mulheres conseguiram se eleger, demonstrando um leve aumento que agora, em 2024, sofre uma nova retração.
A não reeleição de Glória Carratte marca o enfraquecimento da bancada feminina e um retrocesso em relação à inclusão de mais mulheres na política manauara. O Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda da ex-vereadora, conquistou apenas uma vaga na Câmara, preenchida por Marcelo Serafim, sinalizando também uma mudança no quadro partidário.
Essa baixa representatividade feminina reforça a preocupação com a sub-representação de mulheres nos espaços de poder, especialmente em um cenário em que a igualdade de gênero na política ainda é um desafio a ser superado. Desde 1996, quando o número de mulheres eleitas também foi de três, a sociedade manauara esperava ver avanços nesse quesito, mas a realidade política da cidade mostra que ainda há um longo caminho para garantir maior equidade.
Com a saída de Glória Carratte e a manutenção das três mulheres eleitas para o próximo ciclo legislativo, a Câmara Municipal de Manaus fica mais distante de uma composição mais diversa e representativa da população, onde as mulheres correspondem a mais de 50% do eleitorado.








