Manaus | 9 de agosto de 2026 | 09:24:02

Remédios contra malária e ebola são testados para combater coronavírus

Cientistas de várias partes do mundo estão numa corrida contra o tempo para encontrar uma vacina ou um remédio contra o coronavírus.

Até o momento, duas drogas conseguiram controlar a infecção. Uma delas é um antiviral com mais de 70 anos; a outra está sendo usada pelo governo Chinês para estudos em humanos e passa também por análises contra o Ebola.

Após os testes, a Cloriquina conseguiu barrar a nova doença em laboratório. O antiviral existe no mercado há mais de 70 anos e é utilizado contra a malária e doenças autoimunes.

Ele tem um baixo custo e uma segurança em humanos garantida. O remédio também tem uma capacidade de atuar no sistema imunológico, o que aumenta a eficiência contra a infecção.

O remédio Remdesivir, um antiviral de espectro amplo, também se mostrou viável contra o novo coronavírus. É um medicamento desenvolvido pela farmacêutica “Gilead Sciences”, dos Estados Unidos.

Em outras pesquisas recentes, o Remdesivir foi testado em células cultivadas in vitro, camundongos e primatas. Ele está em fase clínica para o tratamento contra o Ebola, que atinge a República Democrática do Congo desde o ano passado.

Também é usado em pesquisas contra o vírus Nipah, que causou um surto em 1998 na Malásia, com 105 mortes.

Nos Estados Unidos, quase R$ 200 bilhões estão sendo investidos pelo governo americano e laboratórios particulares para encontrar um remédio ou vacina.

Do outro lado do mundo, em Singapura, cientistas trouxeram da China morcegos, que são reservatórios naturais do vírus, em busca de uma vacina.

“Nós estamos passando por um experimento sem precedentes. Temos mais de 80 projetos de pesquisa testando remédios contra o vírus”, explica Esper Kallás, médico infectologista da USP.

O professor titular da USP acompanha com entusiasmo essa reação relâmpago. “A gente já tem uma série de pequenas empresas produzindo protótipos de vacinas quase que numa corrida pra ver quem consegue chegar com um produto mais promissor”, destacou o professor da USP.

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