A aprovação da Reforma da Previdência Municipal em segunda votação na Câmara de Manaus voltou a movimentar o cenário político e educacional da capital. O projeto, articulado pela base governista, ocorre em meio à greve de professores da rede municipal, que reivindicam melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Com a paralisação, parte dos alunos permanece sem aulas, gerando preocupação entre pais e responsáveis.
A reforma também foi alvo de questionamentos da professora e pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), que se manifestou nesta terça-feira (18/11) nas redes sociais, quando uma manifestação da categoria estava programada em frente à Prefeitura. Segundo ela, o debate sobre a reforma impacta diretamente tanto os profissionais da educação quanto a rotina das famílias.
“Esse vídeo não é somente sobre os professores. É pelas crianças que já não têm ensino de qualidade e estão fora da escola por conta da paralisação, e também pelos pais que não têm com quem deixar os filhos para trabalhar”, afirmou a pré-candidata.
Maria do Carmo também questionou a forma como a reforma foi conduzida, destacando a necessidade de maior transparência e diálogo sobre a gestão dos recursos públicos. Ela citou processos em tramitação na Justiça que, segundo ela, ainda não tiveram respostas completas.
A Prefeitura de Manaus e o prefeito David Almeida (Avante) ainda não se manifestaram publicamente sobre as declarações da professora. A gestão tem mantido a posição de que a Reforma da Previdência é necessária para equilibrar as contas do sistema municipal.
O tema deve continuar em debate nas próximas semanas, especialmente com o avanço da mobilização dos professores e a aproximação do calendário eleitoral, que aumenta a exposição de propostas e posicionamentos de pré-candidatos.






