A aprovação da Reforma da Previdência Municipal na Câmara de Manaus, com 30 votos favoráveis e 10 contrários, reacendeu o debate sobre os impactos das mudanças nas regras de aposentadoria do funcionalismo público. A proposta, articulada pelo Executivo municipal, dividiu opiniões entre vereadores, servidores e lideranças políticas locais.
A professora e empresária da educação Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), se manifestou sobre o tema em um vídeo divulgado nas redes sociais. Para ela, a medida poderia ter sido conduzida “de forma mais justa e humana”, com uma transição que considerasse o impacto sobre quem já está próximo da aposentadoria.
“A Reforma pode até ser necessária, mas o papel do governante é cuidar das pessoas. O município podia ter feito uma transição mais justa, mais humana, mas preferiu empurrar a conta para quem já deu tudo de si”, afirmou.
Com mais de três décadas dedicadas à educação, Maria do Carmo ressaltou a dificuldade enfrentada pelos professores e defendeu um olhar mais sensível para o setor público.
“Aprendi o quanto é difícil ser professor nesse país. A gente trabalha muito, enfrenta de tudo, e, no fim, ainda é quem mais sofre com as decisões do poder público”, disse.
A pré-candidata também destacou o posicionamento dos vereadores do PL e da oposição, que votaram contra a proposta, reforçando a importância do diálogo político.
Apesar das divergências, o tema deve continuar em pauta nas próximas semanas, com entidades representativas cobrando mais transparência e participação nas decisões que afetam diretamente o funcionalismo.






