Em sua fala inicial, o relator Alexandre de Moraes destacou que o STF não permitirá interferência externa. Declarou que não será “dobrado” por pressões, mencionadas de forma velada, do presidente Donald Trump e de aliados, como Eduardo Bolsonaro, que promoveu sanções contra autoridades brasileiras. Moraes afirmou que “a soberania nacional não pode, não deve e nunca será difamada, negociada ou extorquida” .
- A ausência de Jair Bolsonaro
O ex-presidente, principal réu no julgamento, não compareceu à sessão. Sua defesa alegou questões médicas relacionadas a complicações de diversas cirurgias anteriores e informou que Bolsonaro permanece em prisão domiciliar desde 30 de julho . Na sessão, apenas um dos oito réus, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, fez presença física .
- Debate sobre a delação premiada de Mauro Cid
A validade da colaboração da PF por parte de Mauro Cid foi fortemente contestada pelas defesas, que apontaram omissões, versões divergentes ou suposta coação como argumentos para anular o acordo . A PGR, no entanto, defendeu a validade da colaboração, afirmando que mesmo com eventuais contradições, Cid prestou esclarecimentos adicionais e cumpriu os termos previamente pactuados .
- Elogios, afagos e momentos “curingas” de sustentações orais
Os advogados das defesas aproveitaram a sustentação oral para tecer cumprimentos inusitados aos ministros. Entre os momentos mais marcantes:
Cezar Bittencourt, advogado de Mauro Cid, chamou o ministro Luiz Fux de “sempre saudoso, sempre presente, sempre amoroso, sempre atraente, como são os cariocas” arrancando risadas na corte .
Já o advogado Demóstenes Torres dedicou longos minutos elogiando todos os ministros, chegando a declarar que, se Bolsonaro precisasse, ele próprio levaria um “cigarro para ele em qualquer lugar” .
Essa estratégia foi interpretada como uma tentativa de suavizar o tom da defesa e evitar confrontos diretos uma tática que, para especialistas, busca reduzir os riscos de antagonizar o tribunal .









