Na tarde desta segunda-feira (17), por volta das 16h, o real ultrapassou o peso argentino em desvalorização, consolidando-se como a moeda de pior desempenho entre os países emergentes em 2024. O dólar, usado como parâmetro, registrou uma valorização de 10,54% à moeda brasileira, enquanto a moeda argentina apresentou uma desvalorização de 10,48% em relação ao dólar. Hoje, o dólar se valorizou frente ao real mesmo caindo no restante do mundo.
Essa queda contínua do real tem sido atribuída a diversos fatores econômicos e políticos. A expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos é apontada por especialistas como a principal causa do enfraquecimento da moeda brasileira. A perspectiva de uma política monetária mais rígida nos EUA aumenta a atratividade dos títulos norte-americanos, levando a uma fuga de capitais dos mercados emergentes.
As incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas, agravadas pela mudança na meta fiscal e pela troca na presidência da Petrobras, têm sido motivo de preocupação e fazem com que os investidores tenham desconfianças em relação ao Brasil.
Nesta segunda-feira (17), Haddad afirmou que Lula ficou “surpreso” com a notícia de que a carga tributária caiu no Brasil em 2023. Porém, 2024 começou com aumentos nos tributos federais. Um exemplo é o aumento gradual no imposto de importação sobre veículos elétricos e híbridos. Além disso, o governo reonerou os impostos federais sobre o óleo diesel e o gás de cozinha. A receita do governo com impostos cresceu 8,82% no primeiro bimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para complicar ainda mais, recentemente Lula propôs novos aumentos de impostos, fazendo o dólar disparar para R$ 5,42.
Outro fator além dos mencionados é a recente queda nos preços das commodities, como o petróleo e minério de ferro. Tais fatos, conforme especialistas no assunto, têm contribuído para a pressão de baixa sobre o real. A redução nos preços internacionais afeta negativamente a balança comercial brasileira, adicionando mais desafios à estabilidade da moeda.
Por outro lado, na Argentina, as mudanças nas políticas econômicas realizadas recentemente indicam uma recuperação gradual, influenciando na relativa aproximação entre o real e o peso argentino.





