Rastro revela últimos passos de Jorginho antes de ser morto por onça no interior de MTOs últimos momentos de vida do caseiro Jorge Luiz da Silva, conhecido como Jorginho, foram desvendados a partir do rastro deixado por ele em uma trilha de mata fechada, no município de Feliz Natal, interior de Mato Grosso.
Jorginho havia saído logo ao amanhecer para fazer sua rotina de inspeção pelas cercas da fazenda onde trabalhava. Horas depois, ao notar sua ausência, colegas decidiram seguir os rastros deixados no chão úmido e sobre a vegetação, numa tentativa de encontrá-lo.Marcas nítidas de passos, pegadas sobre folhas pisadas e galhos quebrados indicavam o caminho trilhado por ele.
A cerca de um quilômetro da sede da fazenda, o rastro começou a apresentar sinais de tensão: manchas de sangue, pegadas de um grande felino sobrepondo as marcas humanas e pedaços de tecido enroscados entre arbustos.
Mais adiante, um cenário de luta. O chão revolvido, arranhões em troncos baixos e um boné jogado ao lado de um galho quebrado davam pistas de que Jorginho tentou se defender.
Os sinais conduziram os moradores ao corpo, encontrado com múltiplas mordidas e lacerações profundas, compatíveis com o ataque de uma onça-pintada. A trilha marcada pelo rastro da vítima foi crucial para reconstruir o ataque, segundo os peritos que estiveram no local.
A polícia ambiental também foi acionada para ajudar a mapear a presença do animal na área e orientar a comunidade sobre riscos de novos encontros.Amigos descreveram Jorginho como um homem de coragem e muito habilidoso no trato com a natureza. “Ele conhecia o mato como poucos… Mas ninguém imagina que o próprio rastro dele revelaria um fim tão cruel”, lamentou um colega.
O caso alerta para o perigo cada vez mais frequente do contato entre humanos e grandes felinos em áreas rurais, em especial naquelas que fazem divisa com reservas ambientais ou trechos de mata nativa.





