Após a Polícia Federal (PF) apontar uma nova joia supostamente negociada por emissários de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, o ex-presidente se pronunciou à coluna de Paulo Cappelli/Metrópoles. Ele afirmou desconhecer o item investigado e antecipou a defesa que utilizará no âmbito judicial.
Bolsonaro declarou desconheço essa nova joia. “Não sei o que é. Se houve negociação, sequer chegou ao meu conhecimento. Sobre presentes recebidos, havia muitas pessoas envolvidas, e algumas informações nem chegavam a mim.” Ele também criticou a atual diretoria da PF, acusando-a de fabricar escândalos.
“A atual diretoria da Polícia Federal está tentando fabricar escândalos. Disseram que tinham encontrado um cavalo de ouro valendo milhões, mas depois descobriram que era de cobre e não valia nada. Estão usando a PF para me investigar, até baleias”, afirmou Bolsonaro.
Ele criticou especialmente o delegado Rodrigo Morais Fernandes, alegando que a PF parou de investigar crimes relevantes para persegui-lo politicamente. Bolsonaro mencionou o caso Adélio, dizendo que a PF poderia ter descoberto o mandante da facada se tivesse empenhado mais esforços.
“Momentos antes da facada, Adélio tentou se aproximar do Carlos, possivelmente para matá-lo. Ele teve advogados gratuitos. São advogados samaritanos?”, questionou Bolsonaro, sugerindo haver mais a ser investigado.
Sobre o inquérito envolvendo presentes recebidos durante seu mandato, Bolsonaro citou uma lei de 1991 que considera joias itens personalíssimos do presidente, embora a lei específica se refira a acervo documental, não a presentes. Um decreto de 2002, de Fernando Henrique Cardoso, incluiu o termo “presentes” nesse contexto.









