Publicação da Amazonastur listando os sete polos turísticos do estado traz conteúdo traduzido para o mandarim, inglês e espanhol
De olho no outro lado do mundo, a nova estratégia de incremento à malha turística do Amazonas é investir no público chinês para ampliar e melhorar a atual gama de produtos econômicos. Sem metas claras, a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) lançou nesta segunda (30) o novo Mapa do Turismo do Amazonas, com conteúdo traduzido para o mandarim, inglês e espanhol.
A presidente da Amazonastur Roselene Medeiros disse que é difícil prever, hoje, o número do aumento de turistas com as medidas anunciadas ontem pelo órgão. O enfoque atual é trabalhar para os municípios serem uma vitrine. “É um trabalho que o resultado vai aparecendo; com a gente facilitando, o turista vem. Neste primeiro semestre, aumentamos pouco mais de 3% no número de turistas”, disse.
“Fomos citados pelo governo federal como exemplo de resposta rápida no combate ao alarde no período das queimadas. Imediatamente, enviamos material do trade mostrando que não era tudo o que pensavam. Foi bom a propaganda negativa, porque despertou a curiosidade do turista. Vamos atrás de promover o mapa em feiras nacionais e internacionais”, detalhou.
Ao todo, 24 municípios divididos em sete polos geográficos compõe o atual Mapa Turístico do Amazonas. No último mapa, em 2016, feito por critérios do governo federal, o Estado possuía 14 municípios contrastando com 29 em 2013.
Promoções
O calendário de promoções seguirá para a divulgação da marca criada para o novo trade turístico no Estado, assim como o mapa em si, que inclui vídeos e fotos em galeria em alta resolução no formato digital. Ele é disponibilizado somente online, via Android ou iOS. Um site será divulgado dentro de um mês, contendo mais informações, segundo a Amazonastur.
Além de não possuir expectativas de números do setor, o mapa também não possui segmentação por características regionais ou um perfil próprio de turista. Questionada se uma das frentes do plano são os hotéis de selva, a presidente explicou que cada município tem um papel específico, mas sem destaque. Oficialmente, o Amazonas tem 44 hotéis de selva.
“Está Barcelos, que tem a pesca desportiva forte; Novo Airão que é a porta de entrada ao Parque Nacional de Anavilhanas; além dos hotéis de selva. Nós vamos atrás do turista que busca uma experiência na floresta, que é no que somos melhor. Sobre o turismo de negócios, podemos mostrar ao executivo o porquê dele ficar além do compromisso de trabalho”, enfatizou.
Infraestrutura do estado preocupa
Embora o estado precário das hidrovias, portos, aeródromos, aeroportos, vicinais nos municípios do interior, e os baixos índices de desenvolvimento humano de cada município, a presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros, explicou que isso não deve ser obstáculo para divulgar o potencial turístico do Estado.
Se formos pensar na infraestrutura e não tiver [os produtos] na prateleira, ninguém vem. Se ninguém vem, não temos demanda de melhorar os destinos. Estamos nos preocupando com isso; a diretoria de turismo vai lá e se preocupa com a base infraestrutural, fazem demanda e nos apresentam”, comentou.
Uma petição aos parlamentares do Amazonas também está sendo articulada, ela acrescentou. “Estamos visitando deputados e senadores para levantar recursos. Só vamos conseguir colocando o produto na prateleira. Semana passada, numa reunião da Abav, vimos parceiros mais interessados em vir aqui, e uma coisa puxa a outra”, opinou.
A empresa estadual também estuda a possibilidade de conseguir voos diretos da Europa para Manaus, facilitando a ponte com turistas oriundos da Ásia.









