No dia 9 de janeiro de 2025, véspera da posse de Nicolás Maduro para um novo mandato, manifestações massivas ocorreram em várias cidades da Venezuela e ao redor do mundo, como Madrid, Rio de Janeiro, Bruxelas, Nova Iorque e Buenos Aires. Os protestos foram convocados pela líder da oposição María Corina Machado, que contesta a legitimidade da vitória de Maduro nas eleições de julho de 2024, as quais foram marcadas por denúncias de fraude. A oposição continua a questionar o processo eleitoral, e o protesto é uma forma de demonstrar resistência ao regime.
Em Caracas, a capital venezuelana, grandes multidões se reuniram, com a oposição nas ruas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram cenas de confrontos entre manifestantes e as forças de segurança do regime. A Guarda Nacional utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes em locais como San Diego, enquanto em Valera, no oeste do país, também houve ataques com bombas lacrimogêneas. Em Caracas, os confrontos se intensificaram com a presença de policiais, motins e homens encapuzados, que agiram contra os opositores.
Além dos protestos dentro do país, demonstrações de solidariedade aconteceram globalmente, refletindo o apoio internacional à oposição venezuelana. A tensão é palpável, com a violência das autoridades contra os manifestantes criando um cenário de forte repressão. A oposição, liderada por figuras como María Corina Machado e Edmundo González, continua a se mobilizar e a contestar a posse de Maduro, buscando sensibilizar a população e a comunidade internacional. Edmundo González, que se considera o verdadeiro vencedor das eleições, prometeu retornar à Venezuela para tomar posse, desafiando o regime de Maduro.






