O Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas publicou na edição de terça-feira (24), um aviso assinado pelo promotor de Justiça Wesley Machado que defende a reabertura dos templos religiosos no município de Coari.

O pedido causa preocupação na população que apoia a decisão do governo do Estado em fechar os templos religiosos e igrejas onde existem concentração de pessoas. Aglomerações que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são propícias à disseminação do coronavírus.

Os moradores do munícipio dizem que o objetivo do promotor é criar um fato polêmico com a intenção alavancar sua pré-candidatura à prefeitura de Coari.

Segundo argumentos usados pelo promotor de Justiça , falta informações por parte do governador Wilson Lima quanto à disseminação do coronavírus no Amazonas, principalmente no município de Coari. Ele alega ainda que essa falta de informações levou o governador a assinar erroneamente o decreto n. 42.099/2020, que suspendeu o funcionamento de todas as igrejas, templos religiosos e lojas maçônicas no Amazonas.

E desafia o decreto, ao dizer que não tem fundamento de validade, por isso deve ser revogado imediatamente. De acordo com Wesley Machado, o governador só poderia suspender o funcionamento dos templos por meio de uma decisão judicial.

Em meio ao medo que vem causando o aumento de pacientes contaminados no Amazonas e no mundo, alguns moradores de Coari, que pediram para não serem identificados, acharam um desrespeito a atitude do promotor e disseram que Wesley Machado não está preocupado com a saúde da população, que corre o risco de ser contaminada pelo Covid-19. “Ele só quer se promover e buscar apoio das igrejas para sua pré-campanha à prefeito de Coari”, afirmou um coariense.

Abaixo, a publicação feita no Diário Oficial, onde nas páginas 13 a 15 e 16 a 19 pede que o governador revogue o decreto que de acordo com o promotor é considerado ilegal:

DiarioOficialMPAM-2020-03-24.pdf

 

Foto: Divulgacão