O Governo do Amazonas, por meio de projeto coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), está contribuindo para revitalizar a produção de borracha do estado.  Com os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do Instituto e a aplicação de novas tecnologias, o Projeto Prioritário para a Cadeia Produtiva da Borracha pretende beneficiar até 2022 cerca de mil seringueiros, distribuídos em 11 municípios estratégicos do Amazonas.

 

De acordo com o coordenador do projeto, o engenheiro florestal do Idam, Luiz Rocha, o objetivo é levar tecnologias aplicadas à cadeia produtiva da borracha, respeitando o modo como os seringueiros já trabalham. Já foram selecionados 530 seringueiros. “A implementação de práticas voltadas ao extrativismo possibilitará a geração de renda de forma compatível com a conservação dos recursos naturais, para que seja possível valorizar e respeitar o modo de vida dos agricultores e também da biodiversidade”, destaca o engenheiro.

 

O projeto em execução desde 2019 visa fortalecer a cadeia produtiva da borracha com o aumento da produção de 500 toneladas (2019) para 1.500 toneladas (2022), e ainda melhorar a qualidade de vida dos seringueiros e garantir a oferta de matéria-prima. Além disso, o processo de revitalização da borracha irá contribuir de forma efetiva para a conservação dos recursos florestais fundamentais para o equilíbrio ecológico do planeta.

 

Mercado – Segundo Luiz Rocha, a produção de borracha tem mercado garantido e é uma alternativa de renda e melhoria na qualidade de vida dos agricultores. O produto pode ser comercializado diretamente com as empresas de Manaus, e já há uma grande procura por parte da indústria pneumática. “Empresas demandantes do Polo Industrial de Manaus já demonstraram interesse na compra da matéria-prima dos extrativistas”, afirma o coordenador.

 

A base da produção de borracha no estado consiste no extrativismo, mas há também interesse por parte dos seringueiros em fazer o cultivo da seringueira. Para isso, o Idam visa dar assistência técnica de qualidade, juntamente com as empresas compradoras, além das ações de crédito junto à Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) que estimulam os extrativistas. Outra vantagem é que, no momento da comercialização do produto, o extrativista irá receber as subvenções da borracha.

 

Subvenção – Considerando a importância econômica, social e ambiental da seringueira, por meio da Lei Estadual nº 2.611, de 4 de julho de 2000, é assegurado ao agricultor familiar/seringueiro o recebimento da subvenção estadual no valor de R$ 1 por quilo de Cernambi Virgem Prensado (CVP) comercializado.

 

Visitas – Na segunda quinzena de fevereiro, o Projeto Prioritário para a Cadeia Produtiva da Borracha levou uma perspectiva econômica para a microrregião do Arari, no município de Itacoatiara. A região, que possui 56 comunidades e cerca de 20 mil habitantes, recebeu visita de apresentação do projeto e cadastramento dos interessados. Cerca de 28 agricultores familiares participaram da reunião, e a estimativa é que inicialmente 70 produtores florestais sejam contemplados com ações do projeto.

 

Os municípios de abrangência do projeto são Carauari, Jutaí, Eirunepé, Pauini, Boca do Acre, Lábrea, Canutama, Humaitá, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara.