Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:22:39

Pressão em Brasília: Abaixo-assinado pela cassação de Nikolas Ferreira ultrapassa 100 mil assinaturas

Nikolas Ferreira

BRASÍLIA – O clima político na capital federal ganhou novos contornos nesta terça-feira (13). Um abaixo-assinado que pede a cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) superou a marca de 100.700 adesões, consolidando-se como um dos principais movimentos da oposição contra a atuação do parlamentar nas redes sociais.

A campanha, liderada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e por Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, ganhou força após Nikolas compartilhar uma montagem gerada por Inteligência Artificial. Na imagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece sendo detido por forças militares dos Estados Unidos.

O Contexto da Polêmica

A publicação ocorreu em um cenário de tensão internacional, logo após a operação autorizada pela Casa Branca que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ao postar a montagem de Lula em situação semelhante, Nikolas sugeriu que o chefe do Executivo brasileiro poderia ter o mesmo destino.

Para os organizadores da petição e da representação protocolada na Procuradoria-Geral da República (PGR), o post não é apenas uma “piada” ou crítica política, mas sim:

Apologia ao crime: Ao sugerir a prisão de um chefe de Estado sem base legal.

Ataque à soberania: Ao estimular, visualmente, uma intervenção militar estrangeira no território brasileiro.

Histórico sob Lupa

O documento enviado ao Ministério Público reforça que esta não é uma conduta isolada. O texto relembra outras polêmicas do deputado, incluindo:

Condenações por falas de teor machista.

Divulgação de fake news sobre o sistema PIX.

Investigações em curso sobre participação ou incentivo a atos antidemocráticos.

O que diz a Defesa

Nikolas Ferreira e seus aliados frequentemente recorrem ao argumento da imunidade parlamentar, que garante a deputados e senadores a liberdade de expressão por suas “opiniões, palavras e votos”. No entanto, o STF tem imposto limites a essa garantia quando as falas ferem o Estado Democrático de Direito.

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