A Prefeitura de Manaus já retirou mais de 2,4 mil toneladas de lixo diretamente de rios e igarapés da capital ao longo de 2025. O dado foi atualizado neste domingo (14/9), após a realização do sétimo transbordo fluvial do ano, coordenado pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). Somente nesta última operação, foram removidos 356,1 toneladas de resíduos, acumulados ao longo dos últimos 30 dias.
As ações de limpeza se estendem por diversas áreas da cidade, incluindo a orla do rio Negro, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas da zona rural, além dos principais igarapés urbanos. Com as sete operações concluídas até agora, o volume total de resíduos já ultrapassa 2.426 toneladas.
Além da coleta direta, as ecobarreiras instaladas em pontos estratégicos da cidade evitaram que cerca de 2,5 mil toneladas de lixo chegassem ao leito do rio Negro, mostrando o impacto positivo dessa tecnologia no combate à poluição hídrica.
Trabalho contínuo e em expansão
O processo de transbordo é a última etapa de um ciclo de limpeza contínuo, realizado diariamente pelas equipes fluviais da Semulsp. Os resíduos recolhidos ao longo do mês são concentrados em balsas e, ao final do período, encaminhados ao aterro sanitário com destino ambientalmente correto.
O secretário da Semulsp, Sabá Reis, reforça que essa é uma diretriz clara da atual gestão municipal:
“A determinação do prefeito David Almeida é cuidar dos nossos rios e igarapés todos os dias, com planejamento, presença e resultado. Não é um esforço pontual, é um trabalho permanente, feito com seriedade e dedicação.”
Segundo o coordenador do serviço, Marlon Chagas, as equipes atuam todos os dias da semana, inclusive em feriados, especialmente durante os períodos de fortes chuvas, que arrastam resíduos dos igarapés para os rios.
“Temos que agir rápido para conter o lixo antes que ele chegue ao rio Negro. Cercamos o material com botes, levamos para a balsa e, depois, ao aterro sanitário”, explicou Marlon.
Coleta chega à zona rural e aldeias indígenas
O trabalho também foi ampliado para áreas mais distantes, como o rio Cuieiras, onde vivem comunidades que não podem enterrar ou queimar lixo por razões ambientais. Nessas regiões, a Semulsp realiza a coleta e garante o descarte adequado.
“É um trabalho do mês inteiro. A gente recolhe o lixo das comunidades ribeirinhas e indígenas, onde o descarte irregular pode trazer riscos à saúde e ao meio ambiente”, afirmou o coordenador.
Conscientização: papel da população é fundamental
A prefeitura reforça que, além da ação direta do poder público, a colaboração dos moradores é essencial para manter a cidade limpa e os rios protegidos. A recomendação é que o lixo doméstico seja bem armazenado e colocado para coleta nos horários corretos, além de evitar o descarte de móveis, entulhos e eletrodomésticos em áreas próximas a igarapés.
“O meio ambiente é um patrimônio de todos. Precisamos cuidar agora para garantir um futuro melhor para as próximas gerações”, finalizou Marlon.









