Um vídeo que circula nas redes sociais colocou um restaurante de Americana (SP) no centro de uma intensa polêmica nesta semana. As imagens mostram o momento em que funcionários e o gerente de um estabelecimento, localizado no bairro Morada do Sol, utilizam um aparelho de emissão de ondas ultrassônicas para repelir um cachorro que costuma circular pela calçada durante a noite.
O dispositivo em questão emite sons de alta frequência, inaudíveis para o ouvido humano, mas extremamente incômodos, e por vezes dolorosos, para o sistema auditivo sensível dos cães.
“Apenas um susto”
Em sua defesa, o gerente do restaurante afirmou que o equipamento foi adquirido com o intuito de apenas afastar o animal sem contato físico, funcionando como um “susto” para que o cão não permanecesse na porta do local.
O proprietário do estabelecimento também se manifestou, alegando que o aparelho “não é prejudicial” à saúde do animal e reforçou que a empresa não concorda com práticas que causem danos físicos aos bichos.
O que diz a lei e os especialistas
Apesar das justificativas, o uso desse tipo de tecnologia é cercado de críticas. Segundo especialistas em comportamento animal, o impacto das ondas sonoras pode causar estresse severo, desorientação e sofrimento psicológico, o que, dependendo da interpretação jurídica e das circunstâncias do caso, pode ser enquadrado como crime de maus-tratos.
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