O policial militar Guilherme Augusto Macedo foi indiciado por homicídio doloso após atirar contra o estudante de Medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, durante abordagem na madrugada de quarta-feira (20), em São Paulo. A ação ocorreu na escadaria de um hotel na Rua Cubatão, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as câmeras corporais registraram a ocorrência, e as imagens estão sendo analisadas pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Tanto o autor do disparo quanto o outro policial envolvido na ação foram afastados das atividades operacionais até a conclusão das investigações.
Governador condena abuso policial
Por meio de nota, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lamentou a morte e destacou que “abusos nunca serão tolerados”. Ele afirmou que a Polícia Militar, considerada a mais preparada do país, deve estar nas ruas para proteger, e não para agir de forma desproporcional contra cidadãos.
Aumento da letalidade policial em São Paulo
Dados do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) indicam um aumento de 84,3% nas mortes causadas por policiais militares em serviço entre janeiro e novembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023. Foram 577 vítimas fatais em 2024, contra 313 no ano anterior.
O ouvidor da polícia paulista, Claudio Silva, criticou o enfraquecimento dos organismos de controle interno e mudanças na política de uso de câmeras corporais, apontando esses fatores como elementos que agravam a letalidade policial no estado.






