O Amazonas reelegeu Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) para o Senado Federal neste domingo (4). A disputa pela segunda vaga foi apertada e terminou com Plínio à frente do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL).
Com a apuração praticamente concluída, Eduardo Braga liderou a eleição com 1.231.199 votos, equivalentes a 32,23% dos votos válidos. Plínio Valério recebeu 942.611 votos, ou 24,68%, enquanto Alberto Neto ficou em terceiro lugar, com 906.722 votos, correspondentes a 23,74%. A diferença entre Plínio e Alberto foi de apenas 35.889 votos. (UOL Notícias)
O resultado chama atenção porque Alberto Neto passou boa parte da apuração ocupando a segunda colocação. À medida que os votos do interior começaram a ser contabilizados, Plínio avançou e assumiu a vaga. (A Crítica)
Um dos fatores que pode ajudar a explicar a virada está na dinâmica particular da eleição para o Senado em 2026. Neste ano, cada eleitor pôde escolher dois candidatos diferentes para o cargo, e as pesquisas já indicavam que Plínio tinha força especialmente como segunda opção.
Levantamento do Real Time Big Data divulgado em 2 de outubro mostrou Alberto Neto liderando entre as intenções de primeiro voto, com 29%, seguido de Eduardo Braga, com 27%. Plínio aparecia com 15%.
Quando os entrevistados eram questionados sobre o segundo voto, porém, o cenário mudava: Plínio assumia a liderança, com 24%, à frente de Alberto Neto e Wilson Lima, ambos com 20%. (Poder360)
Esse comportamento ajuda a entender como Plínio conseguiu ampliar sua votação. Mesmo entre eleitores que tinham outro candidato como principal escolha para o Senado, o tucano aparecia com frequência como alternativa para a segunda vaga.
Isso significa que Plínio conseguiu circular entre eleitorados distintos e somar votos que não necessariamente estavam vinculados a uma única candidatura ou grupo político.
A hipótese de voto combinado também ganhou força durante a reta final da campanha. Eleitores de Eduardo Braga, Alberto Neto e de outros candidatos podiam escolher Plínio como segunda opção, já que cada eleitor tinha direito a dois votos para o Senado.
Não é possível afirmar, apenas pelo resultado agregado das urnas, exatamente quantos eleitores votaram em cada combinação de candidatos. Os dados públicos mostram o total individual de votos, mas não revelam pares de votos por eleitor.
Ainda assim, o desempenho de Plínio no chamado “segundo voto”, já identificado pelas pesquisas antes da eleição, ajuda a explicar como o senador conseguiu ultrapassar Alberto Neto na reta final da apuração e garantir mais oito anos de mandato.
Eduardo Braga e Plínio Valério terão mandato até 2035.
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