O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) emitiu um alerta urgente sobre a crescente ameaça dos piratas nos rios da região, após o ataque a uma embarcação que transportava combustíveis, no último dia 1º, na comunidade Costa do Jatuarana, no Rio Amazonas. O incidente, que envolveu tentativa de roubo, intensificou o clamor por um reforço imediato nas ações de segurança nas vias fluviais do estado.
O Sindarma, com mais de uma década de experiência em debates com autoridades estaduais e federais, já havia apontado os riscos elevados de explosões nos comboios de combustível, em meio aos frequentes confrontos com quadrilhas armadas. A entidade enfatiza que as tentativas de ataques, apesar de alguns avanços nas escoltas armadas, continuam, colocando em risco não apenas as embarcações e seus tripulantes, mas também o meio ambiente local, com possíveis tragédias de grandes proporções.
Reunião com Autoridades: Nova Onda de Alertas
O vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega, que participou de uma reunião no início do mês com autoridades militares e governamentais, reiterou o perigo iminente das abordagens criminosas. Em um encontro com os comandantes do Comando Militar da Amazônia e do 9º Distrito Naval, entre outros, Nóbrega ressaltou que, embora os comboios de combustíveis passem a contar com escoltas armadas, as tentativas de ataque continuam e se intensificam, especialmente no que diz respeito às trocas de tiros.
“Se uma bala perfurar um tanque de combustível, podemos estar diante de uma tragédia de proporções imensas, com perdas humanas, incêndios devastadores e danos ambientais irreparáveis”, alertou o dirigente do Sindarma.
Balsas Blindadas, Mas Vulneráveis a Armas Pesadas
Apesar de os tanques de combustível serem construídos com casco duplo, o que minimiza o risco de vazamentos em caso de colisões, as embarcações fluviais não estão preparadas para enfrentar os ataques armados de piratas, que utilizam fuzis de alto calibre, drones e metralhadoras. De acordo com Nóbrega, as atuais escoltas de segurança, com armamentos limitados, não são suficientes para combater esse tipo de ataque, o que coloca toda a operação de transporte de combustíveis em risco.
Pedido por Armamento Mais Potente
Frente à crescente escalada de violência, o Sindarma fará um novo pedido aos órgãos competentes, solicitando permissão para que as escoltas possam utilizar armas de maior potência, capazes de enfrentar os criminosos bem armados e protegendo assim as embarcações e o transporte de produtos essenciais para a região.
“Estamos diante de uma ameaça cada vez mais grave. Se não tomarmos medidas mais drásticas, podemos estar à beira de uma tragédia que vai além do que podemos imaginar”, concluiu Nóbrega.
A situação de insegurança nos rios do Amazonas segue sendo uma preocupação constante para as autoridades e a sociedade, com a necessidade urgente de uma ação coordenada para proteger a vida humana, a segurança das embarcações e o meio ambiente da região.








