Pilotos e comissários de voo de todo o Brasil entraram oficialmente em estado de greve nesta segunda-feira (23), após a rejeição de duas propostas de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
O anúncio foi feito pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). De acordo com o sindicato, a primeira proposta apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) já havia sido rejeitada no dia 15 de dezembro. A segunda, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), também não atendeu às reivindicações da categoria e acabou sendo recusada.
Apesar do estado de greve, os tripulantes seguem trabalhando normalmente até a assembleia de deflagração de greve, que ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 29 de dezembro, às 9h30, na sede do SNA, em São Paulo. Na reunião, os aeronautas irão decidir se a paralisação será oficialmente iniciada.
Segundo o SNA, as propostas rejeitadas não garantem ganho real de salário e não apresentam avanços em pontos considerados prioritários, como o combate à fadiga, tema diretamente relacionado à saúde dos profissionais e à segurança operacional dos voos.
O sindicato também destaca que, enquanto as empresas negam reajustes reais aos tripulantes, o setor aéreo apresentou resultados econômicos expressivos em 2025. As companhias aéreas registraram lucros recordes, inclusive a Azul, que mesmo em recuperação judicial apresentou desempenho acima das expectativas.
O SNA afirmou ainda que reconhece os transtornos que uma possível greve pode causar aos passageiros, mas reforçou que a paralisação é um último e legítimo recurso diante da resistência das empresas em valorizar os aeronautas, profissionais responsáveis pela segurança e pelo bem-estar de milhões de passageiros diariamente.










Uma resposta
Eu Acredito que os voos em todo país estao sempre com a capacidade total ocupada. Então as empresas aéreas não podem ae queixas de prejuízo ! Nesse caso devem fazer lobby para baixar imposto para viabilizar melhores condições salariais a classe