A Polícia Federal revelou que agências da Caixa Econômica Federal e do Santander foram utilizadas para movimentar R$ 331 milhões em depósitos em espécie, totalizando 9.560 transações sem identificação. Esses depósitos, realizados sem o devido registro nos órgãos de fiscalização, levantam suspeitas de lavagem de dinheiro e envolvimento com organizações criminosas, especialmente no setor de combustíveis.
Segundo o delegado Mateus Marins Corrêa de Sá, do Grupo de Investigações Sensíveis da PF no Paraná, nenhum dos depósitos tinha os dados do responsável, o que contraria as regras antilavagem do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que exigem a comunicação de operações acima de R$ 30 mil ou consideradas suspeitas.
A investigação destaca a importância da fiscalização rigorosa das instituições financeiras para prevenir o uso indevido do sistema bancário por organizações criminosas.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar os responsáveis e aprofundar as apurações sobre o esquema criminoso.
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