A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a Operação Profeta, contra uma empresa de investimentos em criptomoedas e no mercado Forex, suspeita de ter fraudado cerca de 10 mil investidores. Os golpes podem ter envolvido um montante superior a R$ 260 milhões, que foram indevidamente apropriados pela empresa e enviados para o exterior sem o conhecimento das vítimas. A ação policial cumpre um mandado de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
De acordo com a PF, a empresa utilizava uma estrutura complexa para captar investidores e receber aportes, prometendo retornos financeiros por meio de investimentos em criptomoedas e Forex. No entanto, após os depósitos, o dinheiro era transferido para corretoras no exterior, sem qualquer justificativa para os investidores.
O esquema criminoso foi investigado por vários meses, e a PF revelou que o líder da operação usava um falso vínculo com a religião para atrair vítimas e criar um ambiente de confiança. O nome da operação, “Profeta”, faz referência justamente a essa abordagem manipulativa.
Os suspeitos são investigados por diversos crimes financeiros, incluindo apropriação indevida de valores, negociação de títulos sem registro e sem a devida autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), operação de instituição financeira sem autorização e evasão de divisas. Além disso, a operação também apura a prática de crimes como administração irregular de carteiras de investimentos e lavagem de dinheiro por meio de ativos virtuais.
Segundo a PF, o esquema criminoso tinha uma dimensão internacional, com operações transnacionais envolvendo a movimentação de valores para fora do Brasil. A operação visa desmantelar a rede que, segundo as investigações, explorava a confiança dos investidores para aplicar o golpe e lucrar com a fraude.
Impacto e desdobramentos
A operação é mais um alerta para o crescente número de fraudes no mercado financeiro digital, especialmente envolvendo criptomoedas e investimentos internacionais. A Polícia Federal afirma que novas diligências podem ser realizadas nas próximas semanas, à medida que as investigações avançam, e que mais pessoas podem ser identificadas como envolvidas no esquema.
A PF orienta que investidores que tenham sido vítimas de golpes semelhantes denunciem à polícia e tomem cuidado ao realizar investimentos em plataformas digitais, principalmente aquelas que prometem ganhos rápidos e sem risco.




