Manaus | 3 de junho de 2026 | 01:18:11

Perseguição extrema: Homem é preso em flagrante após invadir calçada para atacar ex em Araranguá

ARARANGUÁ (SC) – Um homem de 45 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (30), em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, por descumprimento de medidas protetivas e ameaça. O agressor, que não aceitava o fim do relacionamento ocorrido em novembro, vinha promovendo uma rotina de terror contra a ex-companheira.

Mesmo com medidas judiciais em vigor, o homem mantinha uma perseguição constante. A vítima chegou a mudar de residência e a utilizar o “botão do pânico” em duas ocasiões para tentar afastar o agressor, mas as investidas não cessaram.

Emboscada no trabalho

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito perseguia a mulher inclusive em seu local de trabalho. Em um dos episódios mais graves, ele teria invadido a calçada com o objetivo de “pegar” a vítima para se vingar.

Sentindo que sua vida corria risco iminente, a mulher procurou a Central de Plantão Policial (CPP) por conta própria para relatar que a perseguição havia se tornado insustentável.

Prisão e Rigor

Diante da gravidade dos relatos e do descumprimento das ordens judiciais, agentes da Polícia Civil agiram rapidamente e efetuaram a prisão do agressor em flagrante. A ação foi estratégica para garantir a integridade física da mulher, que já havia esgotado as tentativas de fuga.

O homem foi conduzido à delegacia e, após os procedimentos legais, encaminhado diretamente ao Presídio Regional de Araranguá, onde permanece à disposição da Justiça.

O desafio da eficácia

O caso em Araranguá joga luz sobre uma realidade alarmante: muitas vezes, a medida protetiva que deveria ser um escudo jurídico, acaba sendo apenas um “papel” diante da obstinação de agressores que ignoram as ordens judiciais. No episódio em questão, nem mesmo a mudança de endereço ou o uso repetido do botão do pânico foram suficientes para frear o homem, evidenciando que, em casos de perseguição extrema, a punição severa e o encarceramento imediato ainda são as únicas ferramentas capazes de interromper o ciclo de violência e evitar um desfecho de feminicídio.

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