Um momento de oração se transformou em pânico em uma igreja evangélica de Manaus quando agentes da Polícia Civil prenderam o pastor John Harry Santos da Silva durante a Operação Lousa Negra, deflagrada no início de junho. A ação mirava uma quadrilha suspeita de lesar professores da rede estadual por meio de fraudes em empréstimos consignados.
O clima na igreja, que até então era de adoração, virou desespero com gritos e prantos de fiéis especialmente das “irmãs”, que suplicavam: “Meu Deus, por quê?”. O episódio foi filmado e viralizou nas redes sociais.
Ao todo, sete pessoas foram presas. Entre os investigados, estão também um pai de santo Luiz Roberto Lima Fonseca é um gerente bancário, Alan Douglas Pereira Barbosa. A operação descobriu um esquema meticuloso de falsificação de documentos e uso indevido de dados pessoais de servidores estaduais, para obtenção de empréstimos fraudulentos.
Segundo a Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor), os criminosos acessavam sistemas de margem consignável de professores e produziam documentos falsos. Com isso, instruíam laranjas a se passarem por servidores estaduais nas agências bancárias.
Parte do grupo operava como correspondentes bancários, facilitando a abertura de contas e liberação dos valores. A outra parte envolvia gerentes de instituições financeiras que autorizavam as operações de crédito sem qualquer controle ou checagem, em troca de comissão.
O rombo causado pela quadrilha ultrapassa os R$ 3 milhões em menos de um ano de atuação. A Polícia Civil acredita que há mais envolvidos e divulgou os nomes de suspeitos foragidos, entre eles Pablo Kzar, Peter Kalil e Marcos Pitter.
Os detidos serão indiciados por estelionato qualificado, falsificação de documentos, associação criminosa e corrupção ativa e passiva. O caso ainda será aprofundado com novas diligências e quebras de sigilo autorizadas pela Justiça.





