O papa Francisco, de 88 anos, permanece internado pelo quarto dia consecutivo no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma. Segundo o Vaticano, o pontífice enfrenta uma “situação clínica complexa” devido a uma infecção polimicrobiana—causada por múltiplos microorganismos—nas vias respiratórias, o que levou a uma mudança em seu tratamento.
Apesar de o quadro ser considerado estável, os médicos destacaram a necessidade de hospitalização contínua e monitoramento rigoroso. Pela manhã, Matteo Bruni, diretor da sala de imprensa do Vaticano, afirmou que o papa dormiu bem e tomou café da manhã, mantendo o hábito de leitura matinal.
Francisco, que já vinha sofrendo de bronquite há mais de uma semana, foi internado na sexta-feira (14), após dificuldades respiratórias. Como consequência, ele precisou cancelar compromissos importantes, incluindo a oração dominical na Praça São Pedro e uma missa especial para o Jubileu da Igreja Católica.
Mesmo internado, o pontífice seguiu realizando ligações para membros de uma paróquia católica na Faixa de Gaza, demonstrando preocupação com a situação da região. De acordo com um dos religiosos contatados, Francisco estava de bom humor, mas aparentava cansaço.
Antes da internação, o líder da Igreja Católica já mostrava sinais de fragilidade, precisando de ajuda para ler discursos em eventos oficiais. Seu histórico de saúde inclui inflamações no cólon, dores nos joelhos e quadris, além de uma cirurgia de hérnia. Francisco também já teve parte de um pulmão removida na juventude e, em 2023, passou três dias hospitalizado por uma bronquite.
A agenda do papa segue indefinida, e o Vaticano cancelou uma visita que ele faria nesta segunda-feira aos estúdios de cinema de Cinecittà, em Roma. No domingo, ele agradeceu o apoio dos fiéis: “Obrigado pelo carinho, oração e proximidade com que me acompanham nestes dias.”
As próximas atualizações médicas serão fundamentais para definir o tempo de recuperação e a retomada das atividades do pontífice.





