Primeiros disparos foram ouvidos por volta de 19h. Um dos suspeitos ficou ferido após tiro de raspão na perna. Três homens foram presos e um detido.

Um grupo armado invadiu o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, e tentou matar a tiros um paciente da unidade de saúde por volta das 19h deste domingo (25). O alvo dos disparos seria membro de uma facção criminosa rival dos atiradores, identificado como Adriano Barbosa Araújo, 24, “Porocado”, que sobreviveu.

Durante a abordagem policial, um dos suspeitos ficou ferido após levar um tiro de raspão em uma das pernas. Ele foi levado, junto com os outros três homens, para a delegacia. A confirmação foi do subtenente Ayrton Norte, da Polícia Militar.

De acordo com funcionários do Hospital 28 de Agosto, “Porocado” estava internado desde o início da manhã na unidade de saúde, após ter sobrevivido a outro ataque com tiros ocorrido no bairro Compensa, Zona Oeste. Os mesmos atiradores do primeiro atentado foram atrás dele para “terminar o serviço” e matá-lo.

Agora, “Porocado” foi transferido para outro hospital, mas o nome da unidade de saúde não foi divulgado. Segundo a polícia, o atentado contra ele dentro do Hospital 28 de Agosto foi motivado pela guerra entre facções criminosas pelo domínio do tráfico de drogas em Manaus.

“Eles estavam tentando contra a vida de um infrator que estava baleado aqui e foi transferido para outro hospital. Tentaram, ousadamente. Nós já tínhamos uma equipe da Rocam aqui e agimos com inteligência”, comentou o subtenete.

Os primeiros disparos foram feitos no andar térreo do hospital. A Polícia Militar isolou a área. Pacientes e acompanhantes que estavam dentro do centro médico se esconderam dentro de salas. Um paciente que estava em uma maca se levantou e correu para se proteger, relata testemunha ao enfatizar que o pânico tomou conta dos pacientes.

“Ninguém entra, ninguém sai. Está todo mundo trancado nas salas. Todo mundo saiu correndo. Até paciente saiu correndo da maca. A polícia trancou a gente dentro de uma sala”, contou.

Toda a ação, desde os primeiros disparos até a prisão de todos os suspeitos, durou cerca de 45 minutos. Por volta das 20h15 as pessoas que estavam isoladas, por segurança, dentro do hospital, começaram a ser liberadas.

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