Manaus | 4 de junho de 2026 | 09:09:00

Pacto estadual de combate ao feminicídio é proposto por deputada na ALEAM

Ao relatar o caso da mulher que levou 17 facadas por seu ex-companheiro no município de Beruri, que sobreviveu e estava sendo atendida pela Procuradoria da Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) sugeriu a criação de um “Pacto Estadual de Combate ao Feminicídio”, para que possa frear o número crescente de casos de violência contra a mulher.

Apenas de sexta-feira (07) para esta quarta-feira (12), a parlamentar afirmou que teve ciência de mais de 10 casos envolvendo os mais variados tipos de crime contra mulher, entre estupro, tentativa de feminicídio, feminicídio, descumprimento de medida protetiva.

“São casos horríveis, de tortura, de estupro, de pai que estuprava a filha desde os 9 anos e essa garota teve dois filhos com o próprio pai, levava choque elétrico para não denunciar”, disse Alessandra.

Um detalhe que tem chamado atenção dela é que na maioria dos casos os agressores buscam acertar o rosto das vítimas, para “desfigurar, destruir, reduzir a pó” a mulher. Uma dessas vítimas é a que esteve na Assembleia para ser atendido por ela.

Segundo a deputada, a média no Amazonas é de três feminicídios por mês, e por isso “se faz urgente o Pacto Estadual para que não seja permitido que, ao nascer um ser humano do sexo feminino, o seu nascimento como menina seja uma sentença de morte”.

A proposta é que o Pacto tenha como exemplo a iniciativa do Governo Federal que criou o Pacto Nacional para Combater o Feminicídio. “A medida tem que ser encabeçada pelo Executivo Estadual por questões legais, e chega de nos matarem, de nos estuprarem, chega de nos violentarem, nós não aguentamos mais”.

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