Após o debate realizado nesta segunda-feira (30), o candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), fez declarações controversas ao insinuar que a também candidata Tabata Amaral (PSB) teria sido responsável pelo término do noivado de seu atual namorado, o prefeito de Recife, João Campos. Marçal sugeriu que o relacionamento de Campos com sua ex-noiva chegou ao fim em 2019, após sete anos, quando ele assumiu publicamente o romance com Tabata.
Durante o debate, Marçal afirmou que estaria disposto a oferecer um cargo em seu secretariado a Tabata, desde que ela abandonasse seu “posicionamento esquerdista”. Tabata, no entanto, já havia recusado qualquer tipo de proposta, ressaltando que sua decisão estava fundamentada em princípios e não em ideologias políticas.
Ataques a outros candidatos
As declarações de Marçal não pararam por aí. Ele fez insinuações contra outros concorrentes, incluindo o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Marçal mencionou que Nunes teria sido denunciado por violência doméstica pela esposa, uma acusação que o prefeito rapidamente refutou, afirmando que não cairia nas provocações do adversário.
Em relação a Boulos, Marçal sugeriu que o candidato teria enfrentado problemas com drogas e teria sido internado. Boulos esclareceu que a internação citada por Marçal ocorreu quando ele tinha 19 anos e foi motivada por um quadro de depressão grave, não por uso de drogas.
Repercussão negativa
As declarações de Marçal geraram repercussão nas redes sociais, com críticas à sua estratégia de ataques pessoais. Muitos internautas e especialistas políticos destacaram que o candidato estaria desviando o foco dos debates para questões pessoais, em vez de apresentar propostas concretas para a gestão da cidade.
Com o primeiro turno das eleições se aproximando, o clima entre os candidatos se torna cada vez mais acirrado, e os ataques pessoais prometem continuar sendo um ponto de tensão nas próximas semanas.





