IVAÍ, PR – A vítima, Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, teve sua trajetória de 55 anos de vida religiosa interrompida de forma violenta na última terça-feira (3). O crime aconteceu no convento da congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, na cidade se Ivaí, nos Campos Gerais.
A Invasão e o Delírio Químico
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito, um homem com histórico de dependência química, pulou o muro da congregação durante a madrugada. Em seu depoimento, ele confessou que havia passado as horas anteriores consumindo uma mistura destrutiva de crack e bebidas alcoólicas.
O relato do assassino confesso é perturbador: ele afirmou aos agentes que, após o uso das substâncias, entrou em um estado de alucinação auditiva. “Ouvi vozes que diziam que eu deveria matar alguém”, declarou friamente, alegando que o crime foi motivado por um comando espiritual e não por intenção de roubo.
O Confronto e a Farsa Desmascarada
A Irmã Nadia, apesar da idade avançada, foi quem percebeu a movimentação estranha no pátio. Ao encontrar o invasor, ela o questionou sobre o que fazia ali. Em uma tentativa desesperada de esconder suas intenções, o homem mentiu, afirmando que “estava ali para trabalhar em um evento”.
A religiosa, percebendo o perigo imediato, não acreditou na explicação e começou a pedir ajuda. Foi nesse momento que a agressão começou:
- A Queda: O homem a empurrou com força; a idosa caiu e sofreu ferimentos graves no impacto com o chão.
- A Asfixia: Enquanto a vítima clamava por socorro, o agressor a imobilizou e a asfixiou até a morte.
- O Laudo: Embora o suspeito negue ter desferido golpes diretos, a perícia da Polícia Militar indicou sinais claros de violência física severa no corpo da freira.
Prisão com “Mãos Sujas de Sangue”
A tentativa de fuga foi frustrada pela rápida intervenção da Polícia Militar do Paraná. O suspeito foi localizado ainda nas imediações do convento. No momento da abordagem, ele não ofereceu resistência, mas um detalhe chocou os policiais: ele ainda carregava manchas de sangue nas mãos e nas roupas.
Luto e Indignação
A Irmã Nadia era uma figura central na comunidade de Ivaí, conhecida por sua doçura e por décadas de serviço ao próximo. A Diocese e a Congregação emitiram notas de pesar, lamentando que uma vida dedicada à paz tenha sido ceifada por um ato de tamanha barbárie.
O homem foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. O caso segue sob investigação para determinar se o surto alegado foi real ou se faz parte de uma estratégia de defesa.





