Após quatro dias de buscas em condições extremas, uma operação de resgate que durou cerca de sete horas retirou o corpo da brasileira Juliana Marins, de 24 anos, da cratera do vulcão Monte Merapi, na Indonésia. O vulcão, localizado na ilha de Java, é considerado um dos mais ativos do mundo.
Juliana caiu na cratera no último sábado (22), durante uma trilha turística. A brasileira fazia o percurso acompanhada por um guia local, quando teria se desequilibrado e despencado cerca de 50 metros dentro da cratera. Desde então, as equipes de emergência vinham tentando chegar até o corpo em uma operação de altíssimo risco.
O resgate foi concluído na manhã desta terça-feira (25), horário local, e envolveu bombeiros, montanhistas experientes e unidades de resposta a desastres naturais. Por conta da atividade vulcânica, a operação precisou ser interrompida diversas vezes nos dias anteriores, sendo retomada assim que as condições se tornaram minimamente seguras.
O corpo foi içado com o uso de cordas e equipamentos de escalada, e depois transportado em uma maca por um trajeto íngreme e acidentado até a base do vulcão. Imagens divulgadas pela equipe mostram o esforço dos socorristas, que enfrentaram temperaturas elevadas, emanações de gases tóxicos e instabilidade do terreno.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal da cidade de Solo, onde passará por exames antes da liberação para repatriação. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está prestando apoio à família de Juliana.





