Você já ouviu falar de Santarém, no Pará? A cidade é uma das mais antigas da região amazônica e o terceiro município mais populoso do estado, mas talvez nunca tenha aparecido na sua listinha de viagens para destinos nacionais.
Santarém foi eleito pelo buscador de voos Viajala.com.br como o destino tendência de 2020 devido ao aumento de 54% da procura dos usuários pela cidade e porta de entrada de Alter do Chão, o “Caribe Brasileiro”, eleita pelo The Guardian como uma das praias mais bonitas do Brasil há dez anos e recentemente descoberta pelos brasileiros.
A vila de seis mil habitantes contabilizou um retorno 29% mais alto na economia local que no ano anterior, segundo dados da Semtur (Secretaria Municipal de Turismo) de Santarém.
A alta da procura começou em 2016, quando a Azul aumentou sua frequência de voos diretos regulares para Santarém, partindo de Manaus e Belém, mas em 2019 outras ações da empresa e de outras companhias aéreas começaram a agitar a busca pelo destino. “O potencial turístico da região do Rio Tapajós chamou a atenção das companhias aéreas e, por consequência, do viajante, já que a viagem até lá está começando a ficar um pouco mais fácil”, comenta Eduardo Martins, diretor nacional do Viajala.
O que fazer em Alter do Chão
Ilha do amor
Um dos principais pontos turísticos da vila é um braço de areia que divide o Lago Verde e o Rio Tapajós. Para visitá-lo, é preciso pegar um barco a remo na orla. No auge da estação seca, em novembro, é possível fazer o trajeto a pé por dentro da água.
Além de relaxar na orla e experimentar a culinária local em um dos bares e restaurantes, o turista pode aproveitar para fazer a trilha da Serra da Piraoca. São cerca de 60 minutos de caminhada, entre ida e volta, sendo que a maior parte do caminho é plana. Lá do alto, é possível ver a Ilha do Amor e outras praias, como a Ponta do Cururu.
ICanal do Jari
Como na maioria dos passeios na região, é necessário pegar um barco para ir no limite onde o rio Tapajós deságua no Amazonas. A travessia dura 40 minutos. O Canal do Jari é território de jacarés, botos, garças e gaviões e, na estação chuvosa, das belas vitórias-régias.
Ponta do Cururu
O pôr do sol mais bonito da região fica em Ponta do Cururu, que só aparece no período de seca da região. Na longa e estreita porção de areias brancas e finíssimas, o turista tem um contato muito próximo com a natureza. Para chegar até lá, o mais comum é pegar um barco ou lancha, saindo de Alter do Chão. Também dá para fazer o trajeto a pé pela margem do Rio Tapajós, a partir da Ilha do Amor. São cerca de 2 horas de caminhada.
Quando ir
“Antes de comprar a passagem para Santarém, o turista precisa definir o que quer visitar em Alter do Chão”, recomenda Martins. “A região possui duas estações muito definidas e cada uma gera cenários completamente diferentes, que mudam a experiência do turista”, aponta o executivo do Viajala. A temporada seca, que vai de agosto a dezembro, é o melhor período para ver as praias de rio. Quem quer fazer os passeios de barco em meio à floresta deve ir no inverno amazônico, entre janeiro e julho.
Como chegar a Santarém
O Aeroporto Maestro Wilson Fonseca fica a 15 quilômetros do centro de Santarém, funciona 24 horas e recebe voos regulares de Brasília, Manaus, Belém e Fortaleza. Em 2019, a Azul começou a operar um voo saindo de Campinas com conexão rápida em Belém aos sábados.
Como chegar a Alter do Chão
A vila fica a aproximadamente 37 km de Santarém. O acesso se dá pela rodovia estadual Everaldo Martins, a PA-457, totalmente pavimentada. Outra maneira de chegar até Alter do Chão é pelo rio Tapajós, de barco ou de lancha. A viagem dura em média 45 min de carro e três horas pelo rio.










