João Pessoa, PB – Quem navega pelas redes sociais nos últimos dias certamente se deparou com os vídeos do senador Flávio Bolsonaro (PL) arriscando passos de funk em palanques políticos. O que para muitos internautas parece apenas um momento “desengonçado”, para o comitê de campanha do pré-candidato ao Planalto é uma peça valiosa de marketing político.
No último domingo (22), durante um evento em João Pessoa, Flávio voltou a subir ao palco ao som do “funk do 01”. A cena, que já se tornou recorrente, faz parte de um plano traçado nos bastidores para humanizar a figura do senador e aproximá-lo do eleitorado de forma mais lúdica.
Quebrando o Gelo
A avaliação interna da campanha é que, apesar da longa trajetória no Legislativo, Flávio ainda enfrenta desafios de oratória e conexão direta com grandes multidões. A “dancinha” surge, então, como uma ferramenta estratégica para “quebrar o gelo” antes dos discursos mais densos.
“É uma forma de aparecer e criar empatia. Na política, a música e a dança têm um apelo que funciona. Há quem critique nas redes, mas quem está presente no evento gosta e se sente mais próximo”, revelou um aliado próximo à coluna.
O Efeito Viral
A estratégia foca no poder do compartilhamento. Mesmo as críticas e os memes acabam servindo ao propósito de manter o nome do senador em evidência nas “timelines”. No entanto, a equipe planeja dosar o recurso: a tendência é que, após o impacto inicial da novidade, as dancinhas diminuam de frequência para dar lugar a uma postura mais sóbria, sem serem totalmente abandonadas.
O fenômeno levanta o debate sobre os limites entre o entretenimento e a política institucional. Enquanto o “Funk do 01” ecoa, a campanha comemora os números de alcance, provando que, na era do algoritmo, o carisma, planejado ou não, ainda é uma moeda forte.
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