Manaus | 26 de julho de 2026 | 20:47:04

O emocionante momento da soltura da onça resgatada no rio negro de volta à floresta

Uma história de resiliência e conservação teve um final feliz no Amazonas, com a soltura de uma onça-pintada macho que havia sido resgatada após ser brutalmente baleada. O felino, que passou por um mês de intensa reabilitação, foi devolvido ao seu habitat natural em novembro de 2025.


A Dramática Odisseia no Rio Negro
O caso ganhou as manchetes em outubro de 2025, quando a onça-pintada foi avistada por passageiros de uma embarcação lutando para nadar no Rio Negro, visivelmente exausta e desorientada, próximo à Praia da Ponta Negra. Uma força-tarefa, que incluiu o Batalhão de Policiamento Ambiental, a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) e o Instituto Laiff, conseguiu resgatar o animal, que se acredita ter entrado na água para fugir de caçadores.

Exames veterinários revelaram a extensão dos ferimentos: mais de 30 estilhaços de chumbo de uma espingarda de caça estavam alojados em seu crânio e pescoço. O felino, um macho jovem de cerca de 2 a 4 anos e aproximadamente 58 quilos, passou por cirurgias para a remoção de parte dos projéteis e tratamento de ferimentos na língua e dentes.Reabilitação e a “Missão Cumprida”.


Durante 32 dias, a onça permaneceu sob os cuidados de especialistas no zoológico do Tropical Hotel Amazônia, em um recinto adaptado para simular a natureza e minimizar o contato humano, essencial para preservar seus instintos de caça.


A recuperação foi considerada um sucesso: o animal recuperou a visão e os movimentos faciais, e exibia comportamentos naturais e agressivos, o que animou os veterinários quanto à sua capacidade de retornar à vida selvagem. “O sentimento é de missão cumprida”, declararam membros da equipe envolvida.

O Retorno e o Monitoramento
A operação de soltura foi cuidadosamente planejada. A onça foi transportada por terra e, em seguida, por um helicóptero até uma área de floresta preservada na região de Novo Airão.
Antes de ser liberado, o animal recebeu um colar de monitoramento via GPS.

Essa ferramenta é vital e permitirá que as equipes de conservação acompanhem seus movimentos, garantindo sua adaptação segura e monitorando seu sucesso na caça e na reintegração ao ecossistema.
O desfecho positivo deste caso serve como um lembrete da importância da conservação da onça-pintada, o maior felino das Américas e um símbolo da biodiversidade amazônica, cuja sobrevivência é ameaçada pela caça e pelo desmatamento.

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