O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou hoje que não pretende dar andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo diante da articulação da oposição, que já conseguiu reunir as 41 assinaturas necessárias para protocolar o requerimento.
“Nem se tiver 81 assinaturas, ainda assim não pauto impeachment de ministro do STF para votar”, declarou Alcolumbre, em tom incisivo, durante reunião com líderes partidários da base e da oposição, segundo relatos da Coluna do Estadão. A fala gerou reações imediatas entre parlamentares que vêm cobrando limites ao que consideram excessos do Judiciário.
A decisão do presidente do Senado é vista como uma frustração para a oposição, em especial para a ala mais crítica à atuação do STF. Para muitos, a recusa de Alcolumbre em sequer admitir o andamento do processo reforça a percepção de que há um bloqueio institucional para discutir o equilíbrio entre os Poderes.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), um dos principais articuladores do pedido, comparou a situação à época em que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. “Uma coisa de cada vez. Agora tem 41 assinaturas. Depois conseguiremos apoio para ter 54 votos. Vamos comemorar a vitória de hoje”, declarou, demonstrando otimismo com o avanço da pauta.
Apesar do posicionamento de Alcolumbre, aliados da oposição consideram que o apoio de mais da metade dos senadores é um recado claro de que há disposição política para discutir os limites da atuação dos ministros do STF. Eles afirmam que a mobilização deve continuar, com foco em pressionar pela admissibilidade do pedido e garantir que ele seja analisado pelo plenário do Senado.






Uma resposta
Se ele não quer cumprir com seu papel institucional, os senadores devem impeachemá-lo também.