Manaus | 4 de junho de 2026 | 18:01:17

Narcotraficante brasileiro é preso após compartilhar localização em rede social

Nesta semana, a Polícia Federal prendeu o narcotraficante brasileiro Ronald Roland, suspeito de abastecer cartéis de drogas no México e de comandar um mega esquema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada. Por trás de uma loja de biquínis no litoral de São Paulo, tinha até a compra de um avião. Em cinco anos, segundo a polícia, ele movimentou uma fortuna de R$5 bilhões.

A operação da Polícia Federal aconteceu em sete estados, com apreensão de dinheiro, jóias, armas, 34 carros, um barco e dois aviões. Oito pessoas foram presas.

Ronald Roland foi preso em um prédio em Guarujá. Ele, a mulher e a filha estavam dormindo quando os policiais chegaram. 

Ronald Roland, sempre foi discreto, mas chamou a atenção da Polícia Federal quando se mudou para Uberlândia, Minas Gerais. Uma casa ampla em um condomínio de alto padrão em Uberlândia onde ele gostava de ostentar.

“Uma pessoa chegando em casa com um veículo de R$500 mil. Uma semana depois, com um veículo de R$1 milhão. Outra semana, com um veículo de R$800 mil. Isso chamou a atenção da vizinhança. Quem é essa pessoa que mudou para cá?”, conta Ricardo Ruiz, delegado da Polícia Federal em Uberlândia.

Segundo o delegado, o foco da operação que prendeu Ronald foi o combate à lavagem de dinheiro do patrimônio amealhado com a vida criminosa que ele teve.

ronald roland

“Foram adquiridas casas em nome de empresas, cujos sócios eram pessoas sem a mínima capacidade econômica para a aquisição de imóveis, veículos, aeronaves. Nós constatamos sócios de empresas, por exemplo, que trabalham em um restaurante, mas que são sócios de várias empresas que movimentaram dezenas de milhões de reais”, diz o delegado.

Uma grande engrenagem para lavar dinheiro. Mais de 100 empresas de diversas áreas: construção civil, aviação, locação de veículos, comércios em geral e investimento em criptomoedas. E mais de 200 pessoas envolvidas, a maioria laranjas. Os criminosos chegavam com sacos de lixo com muito dinheiro vivo. Faziam depósitos fracionados em caixas eletrônicos de uma agência bancária dezenas de vezes. Quando chamavam atenção, iam embora. Uma ação dessas aconteceu na Zona Norte de São Paulo onde foram depositados R$ 60 mil fracionados em 20 envelopes.

A polícia conseguiu chegar até o traficante através de Andrezza de Lima Joel, a segunda mulher de Ronald Roland, que é dona de uma loja de biquínis que fica no Guarujá. Segundo a PF, a empresa também foi usada no esquema de lavagem de dinheiro. Em um único dia, recebeu R$ 200 mil em depósitos fracionados, feitos em um caixa eletrônico em Foz do Iguaçu. 

Andrezza também foi alvo dos policiais esta semana, após a polícia constatar que a loja de biquínis tinha comprado um avião de R$3 milhões.

Andrezza gostava de postar as viagens em jatos particulares nas redes sociais. Aliás, pela segunda vez Ronald Roland foi exposto pela indiscrição de uma companheira. Era ela quem exibia os passos do marido criminoso: Paris, Dubai, Maldivas, Colômbia.

Ronald Roland, tem 50 anos e uma extensa ficha criminal, com crimes como sonegação de impostos, corrupção ativa, associação criminosa, falsidade ideológica e outros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens