Manaus | 27 de julho de 2026 | 04:57:09

Na COP30, Wilson Lima anuncia primeiro contrato de REDD+ do Amazonas e concurso histórico na Sema

O Amazonas deu um passo importante na agenda climática global. Durante painel na COP30, em Belém (PA), o governador Wilson Lima assinou o primeiro contrato de REDD+ em uma Unidade de Conservação Estadual, o Parque Estadual do Sucunduri, em Apuí e anunciou o primeiro concurso público da história da Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

O contrato foi firmado com a empresa Future Climate, vencedora de chamamento público da Sema (Edital nº 002/2023), e tem potencial de movimentar R$ 590 milhões em 30 anos, com recursos provenientes da redução de emissões e da conservação da floresta amazônica.

“Esses projetos são desenvolvidos em reservas de desenvolvimento sustentável, sempre com a participação das comunidades. Esse é o primeiro contrato, resultado da escuta e da participação dessas pessoas”, destacou o governador.

O projeto foi aprovado pelo Conselho Gestor do Mosaico do Apuí após consulta pública com moradores locais. O Parque Sucunduri, que abrange quase 500 mil hectares, é a primeira Unidade de Conservação Estadual do Amazonas a implementar o mecanismo de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

Durante o evento, Wilson Lima reforçou a importância de construir o mercado de créditos de carbono com segurança jurídica e transparência.

“A gente teve um cuidado muito grande de criar um arcabouço legal, com leis e decretos, para fazer tudo com segurança. Esse projeto tem o apoio do Banco Mundial, um parceiro essencial nesse processo”, disse.

O painel “Governança Fiscal e Conservação Florestal” contou com a participação de representantes do Banco Mundial, GCF Task Force, Future Climate e Sema-AM.

Concurso inédito para fortalecer a gestão ambiental

Além do avanço ambiental, o governador também anunciou o primeiro concurso público da história da Sema, com 159 vagas para níveis médio e superior. O certame será organizado pelo Cebraspe e deve ter edital publicado em dezembro de 2025, com provas previstas para o primeiro trimestre de 2026.

“É um momento histórico. Estamos ampliando a capacidade do Estado de proteger e monetizar a floresta em pé, gerando benefícios para quem vive nela”, afirmou Wilson Lima.

O governo também já autorizou 140 vagas para o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), reforçando a estrutura de fiscalização e monitoramento ambiental.

Com as medidas, o Amazonas consolida sua posição de referência na governança climática e no desenvolvimento de políticas que unem sustentabilidade, inovação e inclusão social.

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