Quase dois anos após cometer um crime brutal, uma mulher foi presa acusada de atear fogo no próprio amante, no bairro do Lins, na zona norte do Rio de Janeiro. A vítima, Carlos Alberto Mota Maia, de 69 anos, teve mais de 70% do corpo queimado e morreu dias depois no hospital.
A autora do crime, de 49 anos, foi localizada e presa nesta semana pela Polícia Civil do Rio, após uma investigação que reuniu provas, depoimentos de vizinhos e laudos periciais. O crime aconteceu em setembro de 2023, mas a acusada estava foragida desde então.
Crime cruel por dinheiro
De acordo com a polícia, o assassinato teria sido motivado por uma discussão por dinheiro. A suspeita teria exigido uma quantia em espécie do amante, e após ele se recusar, ela jogou álcool sobre o corpo do idoso e ateou fogo. Testemunhas relataram que ela assistiu à vítima em chamas sem demonstrar arrependimento.
Carlos Alberto chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu à gravidade das queimaduras.
“Foi um crime premeditado, cometido com crueldade. A vítima tentou correr, gritar por socorro, mas ela simplesmente observava tudo. É uma cena que chocou até os policiais experientes”, disse um dos investigadores do caso.
A mulher foi presa preventivamente e vai responder por homicídio qualificado. Segundo o delegado responsável, ela será encaminhada ao sistema prisional e pode pegar até 30 anos de prisão.









