Dois episódios ocorridos no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste de Manaus, reforçaram denúncias de caos e falta de estrutura na unidade de saúde, uma das mais movimentadas da capital amazonense.
Na madrugada (data a confirmar), uma mulher ainda não identificada provocou tumulto ao chegar alterada à recepção. Imagens registradas por pacientes mostram a mulher derrubando objetos, gritando e partindo para cima de um segurança. Funcionários tentaram contê-la, mas a confusão se estendeu por vários minutos, gerando medo entre pacientes e acompanhantes. O motivo da crise de nervos não foi esclarecido. A polícia foi acionada e a situação, controlada.
Horas depois, em outro setor do hospital, uma família enfrentou uma dor ainda maior: o corpo de um jovem que havia acabado de falecer ficou por mais de cinco horas dentro da enfermaria, ao lado de outros pacientes, sem ser removido. Segundo familiares, a morte ocorreu por volta das 17h, mas às 22h30 o corpo ainda estava no local, lacrado em um saco, aguardando assinatura de um médico para liberação ao necrotério.
“Meu sobrinho morreu e o corpo ficou lá dentro, na frente de todo mundo. Já era quase 23h e ninguém deu uma solução. É revoltante”, denunciou a tia, emocionada.
A mãe relata que, durante a internação, a família teve de comprar materiais essenciais que faltavam no hospital.
“A gente teve que comprar até o básico. Agora, depois que ele morreu, nem o corpo querem liberar. É desumano”, desabafou.
Os dois casos, registrados no mesmo dia, reforçam críticas recorrentes de pacientes sobre superlotação, demora no atendimento, falta de profissionais e ausência de insumos médicos na unidade.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) ainda não se manifestou sobre as ocorrências.






