Manaus | 1 de agosto de 2026 | 14:13:27

Mulher presa por pichar Estátua da Justiça clama por liberdade

O caso de Débora Rodrigues dos Santos ilustra uma situação complexa, em que ela foi presa por escrever, com batom, a frase “Perdeu, mané” na Estátua “A Justiça” durante os atos de 8 de janeiro de 2023. Ela se manifestou por meio de uma carta ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo desculpas pela ação e explicando que não foi a idealizadora da frase, mas sim alguém que estava apenas finalizando uma escrita iniciada por outra pessoa.

Apesar de ser ré primária, ter ocupação lícita, domicílio fixo e filhos menores, Débora teve duas solicitações de soltura negadas. O fundamento da negativa foi o risco à ordem pública, com o ministro não permitindo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o pedido. Sua defesa, representada pela advogada Tanieli Telles, alegou que a prisão era desproporcional, visto que o crime de pichação, que poderia ser imputado a ela, é punido com pena de três meses a um ano, podendo ser substituída por serviços comunitários ou cestas básicas.

Além disso, a defesa enfatizou que a escrita foi removida rapidamente e que a estátua “A Justiça” não sofreu danos irreparáveis, contrastando com atos mais graves de vandalismo. A situação gerou críticas sobre a continuidade da prisão de Débora, considerando sua primariedade e a natureza do crime cometido. Ela foi inicialmente detida em uma prisão de segurança máxima, o que aumentou ainda mais as controvérsias em torno do caso.

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