A morte de Mariluci Ribeiro, de 42 anos, causou comoção na comunidade. Ela estava internada desde o dia 14 de agosto de 2025 no Hospital São Vicente, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento estético realizado em uma clínica da região.
De acordo com familiares, o quadro foi provocado por erros na aplicação de medicamentos e falhas na condução do procedimento. A paciente teria recebido propofol, um sedativo de uso hospitalar, aplicado por um médico que se apresentava como anestesista, mas que, segundo informações, seria ginecologista. Já o cirurgião responsável pela operação seria um clínico geral, sem especialidade em cirurgia plástica.
Ainda segundo relatos, a clínica não possuía UTI nem equipamentos adequados de suporte à vida. Após a parada cardiorrespiratória, a equipe teria tentado reanimar Mariluci, mas a intubação teria sido feita de forma incorreta, direcionando a ventilação para o esôfago, e não para os pulmões.
Mariluci permaneceu internada em estado grave no Hospital São Vicente, onde a família recebeu a notícia de sua morte. Os parentes decidiram pela doação de órgãos, gesto que pode salvar outras vidas em meio à tragédia.
Amigos e familiares denunciam que houve negligência médica e pedem a cassação do registro profissional (CRM) dos envolvidos. “Os médicos falaram em mal súbito, mas foi negligência deles. Estamos desolados, ela era muito querida por todos”, declarou uma amiga próxima.
A clínica e os profissionais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. O Conselho Regional de Medicina e as autoridades de saúde devem apurar as responsabilidades.





